O Brasil deu um passo inédito ao integrar oficialmente a cultura oceânica no currículo escolar, tornando-se o primeiro país do mundo a adoptar essa medida, de acordo com a Unesco.
A iniciativa foi formalizada esta semana, em Brasília, com a assinatura de um protocolo de intenções que marca o compromisso do país com a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
Conhecida como “currículo azul”, a proposta será implementada em escolas de todo o território nacional, com conteúdos adaptados às realidades regionais.
A medida está alinhada à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021–2030), promovida pelas Nações Unidas.
A cultura oceânica pretende sensibilizar os estudantes para o papel vital dos oceanos no equilíbrio climático, na preservação da biodiversidade, na economia azul e na justiça ambiental.
Para a Unesco, esta ação posiciona o Brasil na vanguarda da preparação para a COP30, que se realizará em Belém, no Pará, em novembro deste ano.
A decisão resulta de uma articulação entre o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, universidades, redes escolares e administrações locais.
A cidade de Santos, pioneira ao adoptar a cultura oceânica como política pública educacional, será palco de um evento internacional sobre o tema.
Mais de 100 mil alunos já participam em iniciativas como o programa Escola Azul, clubes de ciência e formação de jovens embaixadores do oceano.
Para a Unesco, o Brasil é hoje uma referência global na integração do conhecimento científico em políticas públicas de educação.