O Data Favela anunciou, no âmbito da apresentação da sua nova gestão, o lançamento de um novo levantamento, que será realizado em parceria com a plataforma Data Goal. Trata-se de um estudo nacional com operadores do tráfico de drogas em todo o Brasil.
O trabalho de campo do estudo, que terá lugar em 24 estados brasileiros, com duração de 25 dias, já iniciou. Segundo os organizadores, serão entrevistadas mais de 10 mil pessoas, incluindo traficantes, abordando temas como “família, trajetória de vida, hábitos, consumo, sonhos e perspetivas para o futuro”. Na segunda fase da pesquisa, policiais responderão às mesmas perguntas, permitindo uma comparação “inédita” entre os dois grupos.
“A transição de liderança marca o reposicionamento dos fundadores do Data Favela, Celso Athayde e Renato Meirelles, que iniciaram os trabalhos da instituição em 2011. Athayde se dedicará à Favela Holding, enquanto Meirelles seguirá à frente do Instituto Locomotiva”, disseram os responsáveis pela entidade.
O evento de lançamento contou com a presença da ativista social Josina Z. Machel, filha de Graça Machel e enteada de Nelson Mandela, que trouxe uma perspetiva global sobre o enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.
Considerado o primeiro instituto de pesquisa especializado em favelas e periferias do Brasil, o Data Favela passa a ser liderado pelos copresidentes Cléo Santana e Marcus Vinícius Athayde, com coordenação geral da especialista Bruna Hasclepildes e de Geraldo Tadeu.
O ex-diretor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fernando da Silva, e os coordenadores da Central Única das Favelas (CUFA) também integram a equipa.
Ígor Lopes