O Ministério da Saúde do Brasil enviou uma equipa da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para acompanhar o cenário sanitário no estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela, na sequência do ataque registado no país vizinho no sábado. As autoridades brasileiras garantem que, até ao momento, não se verifica um aumento do fluxo migratório na região.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as equipas no terreno estão a avaliar as infraestruturas hospitalares, a disponibilidade de profissionais, vacinas e outros insumos, estando o SUS preparado para reforçar a resposta caso a crise se agrave. O Governo admite a possibilidade de expansão das unidades existentes ou da instalação de hospitais de campanha, se necessário.
Desde o início das operações militares nas imediações da Venezuela, o Ministério da Saúde mobilizou equipas especializadas, incluindo profissionais de saúde indígena, para minimizar impactos no sistema público brasileiro. O Brasil manifestou ainda disponibilidade para apoiar uma eventual resposta humanitária internacional, em articulação com a Organização Pan-Americana da Saúde.
No âmbito do reforço da Operação Acolhida, actualmente sob responsabilidade do Ministério da Saúde, o país mantém equipas permanentes de acompanhamento e acolhimento de migrantes em Pacaraima e Boa Vista. O Governo reafirma que o SUS continuará a garantir assistência médica integral a todas as pessoas em território brasileiro, independentemente da nacionalidade ou estatuto migratório.