A FAO reconheceu o cultivo tradicional de erva-mate nas florestas de araucária do estado do Paraná, no sul do Brasil, como Património dos Sistemas Agrícolas de Importância Global (GIAHS).
O sistema, baseado em práticas ancestrais de povos indígenas e comunidades tradicionais, alia sustentabilidade ambiental à preservação cultural, com destaque para o consumo da planta como chimarrão, tereré ou mate.
Produzida em sistemas agroflorestais sombreados, a erva-mate contribui para a conservação da biodiversidade da floresta de araucária — um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta — e reforça a segurança alimentar e a resiliência às alterações climáticas.
O cultivo promove também a diversidade genética e o uso sustentável de espécies nativas.
Comercializada sobretudo através de cooperativas, a erva-mate garante emprego rural digno e reforça as economias locais.
Este é o segundo sistema agrícola brasileiro a ser reconhecido pela FAO, a par do sistema tradicional dos “coletores de flores sempre-vivas” na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais.