A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Brasil, afirmou, em nota divulgada à imprensa na última terça-feira, 09/01, serem “imprescindível políticas económicas estruturantes para restabelecer a confiança no cenário fiscal e a redução sustentável na taxa de juros”.
Esta mesma Federação realçou que a produção industrial teve uma “segunda queda consecutiva na comparação mensal (-0,6%), e que o setor acumulou um crescimento de 3,2% no ano até novembro, impulsionado pelo desempenho do segmento de transformação (+3,7%) e do extrativo (+0,7%)”.
Entretanto, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Firjan informou que “o desempenho positivo da indústria observado em 2024 ainda opera 15,1% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011, num contexto marcado pela perda de confiança no setor”.
O economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart, disse que o “cenário evidencia entraves estruturais que comprometem a competitividade nacional, como o baixo investimento em infraestrutura, educação e ambiente de negócios, pilares fundamentais para impulsionar o crescimento e a inovação no setor”.
Com o cenário apontado por este economista, o Brasil enfrentará dificuldades em 2025 e, por isso, terá de colocar como desafio “políticas económicas estruturantes que restabeleçam a confiança no cenário fiscal”. Tal postura por parte da equipe económica do Governo Federal brasileiro é considerada “imprescindível” por Goulart, que acrescentou: “A combinação de juros elevados e alta do dólar tende a pressionar os custos de produção e a desestimular investimentos cruciais para o fortalecimento da competitividade industrial”.
O economista explicou que esta iniciativa permitirá “a redução sustentável das taxas de juros”, bem como o favorecimento de “um ambiente mais favorável para investimentos em inovação e capital humano, indispensáveis para que a indústria nacional se torne mais competitiva e impulsione o crescimento econômico de forma sustentável”.
Ígor Lopes