O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para os perigos do autoritarismo, da mentira, do ódio e do preconceito étnico e religioso, ao assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado a 27 de Janeiro. Numa mensagem publicada nas redes sociais, Lula sublinhou que a grande tragédia do século XX foi construída com base no discurso de ódio e na negação da dignidade humana.
O chefe de Estado recordou a libertação, há mais de 80 anos, dos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz e destacou a importância de manter viva a memória dos crimes cometidos pelo regime nazi. “É preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano”, escreveu, apelando à defesa dos direitos humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas.
Lula lembrou ainda que, em 2004, subscreveu uma petição apresentada às Nações Unidas para a criação oficial do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, data que viria a ser instituída pela Assembleia Geral da ONU em 2005. O Presidente prestou solidariedade às milhões de famílias destruídas pelo genocídio que vitimou cerca de 11 milhões de pessoas, incluindo seis milhões de judeus.
Também o Ministério das Relações Exteriores do Brasil assinalou a data, reiterando a condenação do antissemitismo e alertando para a necessidade de combater a desinformação, o discurso de ódio e o negacionismo histórico, sobretudo no ambiente digital, como forma de prevenir a repetição de crimes contra a humanidade.