O Brasil vai realizar, em abril de 2026, o primeiro leilão em grande escala para contratação de sistemas de armazenamento de energia por baterias, marcando um avanço na expansão das fontes renováveis. O certame visa contratar até 2 gigawatts (GW) de capacidade, essencial para equilibrar a produção solar e eólica e reduzir desperdícios.
O leilão mobiliza empresas globais, com destaque para fabricantes chineses, líderes na cadeia mundial de baterias. Concorrentes como Tesla, Petrobras e integradores locais também participam, oferecendo equipamentos e sistemas de gestão operacional.
Especialistas destacam que a iniciativa surge num contexto em que a expansão das renováveis supera a capacidade de transmissão, com estimativas de 2025 apontando que 26% da energia solar e 19% da eólica não foram aproveitadas. Eventos climáticos extremos na região reforçam a necessidade de sistemas mais resilientes para garantir estabilidade da rede.
O leilão é visto como oportunidade para acelerar a transição energética, integrar fornecedores globais e fortalecer a segurança do sistema elétrico, destacando a urgência de investimentos em transmissão e regulamentação adequada.