Brasil regista queda de 2,5% nos feminicídios no primeiro semestre de 2026

O Brasil registou 741 casos de feminicídio entre Janeiro e Junho de 2026, o que representa uma redução de 2,5% face ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizadas 760 vítimas. Os dados constam do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Ministério das Mulheres, com base nas informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp VDE).

Segundo o relatório, Junho foi o mês com o menor número de feminicídios do primeiro semestre, com 108 ocorrências, contribuindo para uma diminuição de 19 casos em comparação com os primeiros seis meses de 2025. A análise regional revela, contudo, diferenças significativas entre as várias zonas do país. As regiões Norte e Nordeste registaram as maiores reduções, com quedas de 20% e 19,9%, respectivamente, enquanto o Centro-Oeste, o Sul e o Sudeste apresentaram aumentos no número de casos.

Ao nível dos estados, Acre, Rondónia, Roraima, Piauí, Maranhão e Pernambuco registaram uma diminuição dos feminicídios, ao passo que Goiás, Santa Catarina, Paraná, Sergipe, Amazonas e São Paulo verificaram um agravamento da situação. Bahia, Espírito Santo, Pará e Tocantins mantiveram níveis semelhantes aos registados no primeiro semestre do ano passado.

O relatório destaca igualmente os resultados das duas fases da Operação Integrada Mulher Segura, realizada em 2026 para reforçar a prevenção e o combate à violência contra as mulheres. As operações resultaram em 20.441 detenções, das quais 16.131 em flagrante e 4.310 em cumprimento de mandados judiciais. Durante as duas fases foram ainda prestados apoio a mais de 92 mil vítimas, acompanhadas mais de 55 mil medidas de protecção e mobilizados quase 99 mil agentes das forças de segurança em milhares de municípios brasileiros.

Apesar da redução nacional dos feminicídios, as autoridades brasileiras sublinham que os dados evidenciam a necessidade de manter e reforçar as políticas públicas de prevenção, protecção das vítimas e responsabilização dos agressores, sobretudo nas regiões onde os indicadores continuam a apresentar uma evolução negativa.

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