Dados da Síntese dos Indicadores Sociais sobre Padrão de Vida e Distribuição de Rendimentos, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (3/12), mostram que, sem os benefícios de programas sociais do Governo brasileiro, a pobreza e a extrema pobreza teriam aumentado significativamente em 2024. Segundo o instituto, a proporção de pessoas em extrema pobreza subiria de 3,5% para 10%, enquanto a taxa de pobreza passaria de 23,1% para 28,7% da população.
O estudo destaca o papel do trabalho remunerado na redução da pobreza, sobretudo entre aqueles que dependem mais da renda do trabalho do que dos benefícios sociais. Ao mesmo tempo, a Previdência Social emerge como um mecanismo crucial de proteção, especialmente para a população idosa. Sem aposentadorias e pensões, a extrema pobreza entre idosos passaria de 1,9% para 35,2%, e a pobreza de 8,3% para 52,2%, segundo o IBGE.
O levantamento reforça que programas sociais e políticas públicas coordenadas são determinantes para a melhoria do padrão de vida e a distribuição de rendimentos. De acordo com o instituto, essas medidas retiraram cerca de 10,5 milhões de pessoas da pobreza e extrema pobreza entre 2023 e 2024, evidenciando o impacto direto das ações do Governo na redução das desigualdades sociais.
Especialistas e autoridades lembram que os resultados reforçam a importância de investimentos estratégicos do Estado, contrariando críticas de que o gasto público seria excessivo. Para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governar implica definir prioridades, destinando recursos a políticas de combate à desigualdade e incentivo ao desenvolvimento econômico sustentável, garantindo benefícios sociais de longo prazo para a população.