Brasil: Transição energética deve ser inclusiva e priorizar os mais vulneráveis, defende MJSP em cúpula do BRICS

A secretária de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, defendeu uma transição energética socialmente justa durante a VII Cúpula Energética de Juventude do BRICS, realizada esta segunda-feira, no Palácio da Justiça, em Brasília. Segundo a representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), comunidades historicamente excluídas devem estar no centro da formulação de políticas ambientais.

“Não há justiça ecológica sem justiça social”, afirmou Sheila, que também destacou o papel do MJSP no combate a crimes ambientais. Ela citou a redução de 96% nas invasões à Terra Indígena Yanomami como exemplo de acção coordenada entre órgãos públicos.

O encontro reuniu jovens líderes, autoridades e especialistas para discutir os desafios da transição energética e o avanço das fontes renováveis.
O secretário-geral da Presidência, Márcio Macêdo, reforçou o papel estratégico do BRICS nesse processo e defendeu o protagonismo da juventude na construção de um modelo energético sustentável.

Também presente, o secretário Nacional da Juventude, Ronald Sorriso, sublinhou o potencial do Brasil como referência mundial no uso de energias limpas e o compromisso com um acesso universal à energia baseado em responsabilidade social e ambiental.

O BRICS, hoje ampliado com países como Argentina, Egipto e Emirados Árabes Unidos, fortalece-se como bloco geopolítico e actor relevante na definição de uma nova governança energética global.

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