Momento da assinatura do acordo em Ponta Delgada contou com a presença de diversas autoridades e empresários. Fotos: Agência Incomparáveis
A Casa dos Açores de Minas Gerais (CAMG) formalizou, no passado dia 21 de abril, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a criação da sua Delegação de Lisboa, através da assinatura de um termo de cooperação, celebrado em parceria com a NEW – New Economy World, que formalizou a criação da Delegação Oficial da Casa dos Açores de Minas Gerais em Portugal continental.
O acordo foi rubricado no âmbito da missão empresarial realizada pela CAMG entre os dias 20 e 24 de abril aos Açores e contou com a participação do secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, do diretor regional das Comunidades, José Andrade, do presidente da instituição mineira, Cláudio Motta, e dos empresários Alexandre Brodheim e Pedro Gouveia, que assumirão, respetivamente, a presidência e vice-presidência da nova estrutura em Portugal continental.
A nova delegação surge com o objetivo de representar institucionalmente a Casa dos Açores de Minas Gerais em território continental português, criando uma “plataforma de ligação entre os Açores, Minas Gerais, Portugal e outros mercados estratégicos”.
Responsáveis destacam importância estratégica da criação da Delegação de Lisboa
A assinatura foi apresentada pelos intervenientes, tanto em declarações à nossa reportagem como nos discursos oficiais na cerimónia de assinatura do termo de cooperação, como um passo de internacionalização com potencial para gerar investimento, intercâmbio empresarial e reforço das relações históricas entre os dois lados do Atlântico.
Sobre o significado deste movimento, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, afirmou que “este acordo é uma plataforma bastante importante de projeção das Casas dos Açores”.
O responsável referiu também que se trata de “um exemplo que deveria ser replicado por um conjunto vasto das nossas Casas”, sustentando que a estrutura criada em Lisboa permitirá “abrir outras possibilidades para uma cooperação mais importante entre os Açores e as grandes comunidades açorianas que estão espalhadas um pouco por todo o mundo”.
Ainda sobre o alcance da nova representação, Paulo Estêvão salientou que “ter essa componente também pragmática, a parte não apenas cultural, mas também a parte económica, é muito importante”, acrescentando que as comunidades emigrantes “valorizam a identidade cultural, mas também valorizam muito a criação de mecanismos que permitem um maior progresso económico e desenvolvimento dos Açores”.
Já o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais, Cláudio Motta, enquadrou a assinatura como um momento decisivo para a instituição, afirmando que “não é um acto apenas formal, pois representa a construção de uma ponte sólida entre territórios que compartilham valores, ética e transparência”.
Este dirigente acrescentou que, com esta nova delegação em Portugal Continental, a Casa dos Açores de Minas Gerais dá “um passo estratégico na internacionalização das nossas ações e no fortalecimento das relações entre Minas Gerais, os Açores e a Europa”.
Sobre os objetivos práticos da nova representação, Cláudio Motta explicou que a Casa dos Açores de Minas Gerais “precisava ter braços”, razão pela qual foi criada “uma representação institucional em Andrelândia, cidade fundada pelo açoriano André da Silveira, e uma representação internacional, que é exatamente na cidade de Lisboa”.
Motta concluiu agradecendo a disponibilidade dos empresários Alexandre Brodheim e Pedro Gouveia, “que vieram até aos Açores para assinar connosco um termo de cooperação de parceria e de delegação institucional para que possamos gerar oportunidades verdadeiras de negócio entre os empresários mineiros, entre Portugal, Açores e outras partes do mundo”.
Por sua vez, Alexandre Brodheim, presidente da Delegação de Lisboa da Casa dos Açores de Minas Gerais, considerou que a assinatura do protocolo de cooperação “não é apenas um ato formal, mas sim o início de um compromisso”, acrescentando que o objetivo é “aproximar os Açores e Minas Gerais, não apenas do ponto de vista económico, mas também cultural e social”.
Ainda sobre a missão da nova estrutura, Alexandre Brodheim sustentou que a delegação pretende ser “uma plataforma ativa de ligação entre estes dois territórios, com presença também em Lisboa, um ponto de encontro entre pessoas, instituições e empresas, onde se criam oportunidades, se partilham experiências e se desenvolvem projetos concretos”.
Também Pedro Gouveia, vice-presidente da nova delegação lisboeta, destacou que “esta Casa pretende ser muito mais do que um espaço físico”. Segundo afirmou, a nova estrutura será “um ponto de encontro, uma plataforma de ligação entre os Açores, Minas Gerais e Portugal continental”.
Nessa mesma intervenção, Pedro Gouveia acrescentou que o novo organismo deverá funcionar como “um lugar onde a cultura se cruza com a economia, onde as relações institucionais se transformam em oportunidades concretas, e onde a proximidade entre pessoas gera valor”.
Este responsável concluiu sublinhando que a “Casa não é um ponto de chegada, é um ponto de partida”, defendendo que o acordo abre caminho para “reforçar relações, criar oportunidades e construir, em conjunto, um futuro ainda mais sólido entre os Açores e Minas Gerais”.
Ígor Lopes