A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) considerou as políticas públicas do Brasil uma referência para a América Latina e Caraíbas, após o país ter saído, pela segunda vez, do Mapa da Fome da ONU, em 2025.
Segundo o representante regional da FAO para a América Latina e Caraíbas, Rene Orellana, o resultado foi alcançado graças ao fortalecimento de políticas sociais integradas, como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), aliadas ao apoio à agricultura familiar, à ampliação do crédito, ao acesso a tecnologias e à qualificação profissional de pequenos e médios produtores.
“O conjunto de políticas implementadas nos últimos anos tem reforçado de forma consistente a segurança alimentar no Brasil, promovendo complementaridade entre grandes, médios e pequenos produtores”, afirmou Orellana, durante a abertura do Fórum de Juventudes para a Transformação dos Sistemas Agroalimentares da América Latina e Caraíbas, realizado em Brasília.
A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Valéria Burity, destacou a importância da governança como diferencial brasileiro, sublinhando o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que articula ministérios, entes federativos e participação da sociedade civil.
O encontro integra o processo preparatório da 39.ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e Caraíbas, agendada para março de 2026, também em Brasília, e tem como objectivo recolher contributos da juventude rural e de outros sectores da sociedade civil para a definição das prioridades regionais no combate à fome, à pobreza e à insegurança alimentar.