Itamaraty qualificou o veto imposto pelo presidente Lula da Silva do Brasil à entrada da Venezuela no grupo BRICS, que integra os governos de 45% da população mundial, como um gesto “hostil.
Após a reunião realizada em Kazan, na Rússia, aderiram treze novos membros, incluindo Bolívia e Cuba, ficando Nicarágua e Venezuela de fora devido a veto expresso do Itamaraty.
Em documento oficial, o Itamaraty denunciou que a atual administração do Itamaraty seguiu a linha imposta por Jair Bolsonaro, ao negar-lhes a adesão ao grupo BRICS.
“O povo venezuelano sente indignação e vergonha com esta agressão inexplicável do Itamaraty”, dizia a carta do serviço exterior venezuelano.
Após as eleições presidenciais de 28 de julho, o Brasil promoveu diálogos em diversos fóruns para evitar o agravamento de uma crise regional. Nicolás Maduro teria se recusado a atender os seus telefonemas.
Em Caracas e após a retirada do corpo diplomático argentino, o Brasil ficou a cargo daquela delegação que abriga seis membros da equipa de trabalho de María Corina Machado, que recebeu, junto com Edmundo González Urrutia, o prémio Sakharov pela defesa dos direitos humanos, concedido pela União Europeia.