O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou o pedido do Governo cabo-verdiano para uma extensão técnica de três meses, até setembro, dos dois programas financeiros de apoio ao país. Esta medida visa dar mais tempo para alcançar as metas traçadas.
Foi através de um comunicado que o Conselho Executivo do FMI anunciou “uma prorrogação do Acordo de Crédito Alargado [ECF, sigla inglesa] do país até 15 de Setembro e (…) do Acordo de Resiliência e Sustentabilidade [RSF, sigla inglesa] até 11 de Setembro, para permitir tempo adicional para concluir a sexta revisão do ECF e a terceira revisão do RSF”.
Trata-se de uma extensão diferente de outra que existe até às próximas eleições legislativas moçambicanas, em 2026, que ainda se encontra em negociação com o FMI.
O ECF foi aprovado em junho de 2022 com o valor total de cerca de 60 milhões de dólares a três anos, com desembolsos periódicos, para fortalecer as finanças públicas e colocar a dívida numa trajetória descendente, diminuir os riscos orçamentais decorrentes das empresas públicas e melhorar a gestão financeira.