O ministro da Saúde de Cabo Verde, Lúcio Fernandes, anunciou que o Orçamento do Estado não tem margem para rever o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR).
Segundo o governante, a prioridade do recente orçamento retificativo recaiu sobre salvar o sistema nacional de saúde da escassez de fármacos e insumos médicos nas estruturas hospitalares.
“O Governo alocou 300 milhões de escudos no orçamento retificativo para pagar a fornecedores e comprar medicamentos, reagentes e consumíveis, após o sector registar um saldo negativo de 130 milhões de escudos no mês de junho”, acrescentou para fundamentar a contenção financeira.
Devido a esta situação, explicou, o pagamento de retroativos e melhorias salariais foi remetido para 2027. Significa que as soluções financeiras para a carreira médica e para outros técnicos do setor da saúde só serão possíveis no orçamento do próximo ano.