O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, defendeu a valorização do património africano como base para a construção da paz, da identidade e do progresso sustentável, no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Património Africano, assinalado a 5 de maio. Numa mensagem em vídeo, o chefe de Estado sublinhou que “a cultura é o antídoto da barbárie”, reforçando o papel central da cultura na promoção da coesão social.
A data, instituída pela UNESCO, celebra este ano a sua 10.ª edição e coincide com o 20.º aniversário do Fundo do Património Mundial Africano. As comemorações destacam a importância da preservação do património cultural e natural africano, num contexto global marcado por conflitos, crises e desafios ao multilateralismo.
Na sua intervenção, José Maria Neves evocou o preâmbulo fundador da UNESCO, defendendo que proteger o património é também uma forma de diplomacia preventiva. Segundo o Presidente, a valorização da herança cultural contribui para fomentar o diálogo entre povos, promover a tolerância e reforçar a estabilidade internacional.
O chefe de Estado cabo-verdiano apelou ainda a um maior investimento na educação, na cultura e na preservação do património como pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável em África. Sublinhou que o reconhecimento e a valorização das identidades culturais são essenciais para o fortalecimento das sociedades e para a construção de um futuro mais inclusivo.
As celebrações do Dia Mundial do Património Africano incluem diversas iniciativas em vários países, com destaque para debates, eventos culturais e ações de sensibilização. O objetivo é reforçar a consciência sobre a riqueza e diversidade do património africano, bem como a necessidade urgente de o proteger face a ameaças como conflitos armados, alterações climáticas e urbanização descontrolada.