Guiné-Bissau: PAI-Terra Ranka reaviva debate sobre a prorrogação do mandato presidencial

Após troca de mensagens entre o líder da coligação PAI – Terra Ranka e a Presidência da República, sobre suposto “convite informal” de Presidente Umaro Sissoco Embaló a Domingos Simões Pereira, o chefe de Estado reafirmou que Assembleia Nacional Popular não pode prorrogar mandato presidencial.

“O Supremo Tribunal de Justiça foi claro que o meu mandato termina a 04 de Setembro de 2025. Não será o Parlamento a determinar se vai ou não prorrogar o meu mandato, nem deve falar deste assunto”, disse Umaro Sissoco Embaló esta terça-feira, 10 de Dezembro, quando regressava de uma deslocação oficial a França.

Sobre a missiva, que a líder de coligação PAI – Terra Ranka endereçou ao chefe de Estado, em resposta ao aludido convite, por via Chefe de gabinete, Umaro Sissoco Embaló defendeu que “quando se escreve uma carta para primeiro magistrado da nação, isso deve ficar entre dois e não a publicar nas redes sociais”.

Para Umaro Sissoco Embaló “seria melhor que fosse uma carta aberta, mesmo com essa situação, o diálogo ia continuar, mesmo não estando de acordo com a forma como assunto foi tratado”.

A Coligação PAI – Terra Ranka exigiu na referida carta a reabertura da Assembleia Nacional Popular (ANP) para uma eventual prorrogação de mandato do Presidente da República, que termina a 27 de Fevereiro de 2025, cinco anos após a sua “posse simbólica”, num hotel da capital.

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