FMI e Guiné-Bissau chegam a acordo técnico sobre a nona revisão do Programa de Facilidade de Crédito Alargado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Governo da Guiné-Bissau alcançaram um acordo técnico sobre políticas económicas que poderão permitir a conclusão da nona revisão do Programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF). A aprovação final dependerá da gestão e do Conselho Executivo do FMI, após a implementação das medidas previamente acordadas.

Com a conclusão desta revisão, o país poderá aceder a 3,2 milhões de dólares norte-americanos, elevando o total desembolsado no âmbito do programa para 51,3 milhões de dólares. O acordo surge após uma missão técnica liderada por Niko Hobdari, chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau, que decorreu em Bissau entre 23 de setembro e 3 de outubro de 2025.

O FMI prevê que a economia da Guiné-Bissau cresça 5,5% em 2025, impulsionada pela produção de caju e pela melhoria nos termos de troca, enquanto a inflação deverá recuar para 2%. Apesar de um desempenho misto — com sete dos dez critérios de desempenho quantitativo cumpridos — o governo reafirmou o seu compromisso com as reformas apoiadas pelo FMI.

Face a receitas fiscais inferiores ao esperado e despesas elevadas no primeiro semestre, as autoridades comprometeram-se a aplicar medidas corretivas para reduzir o défice orçamental para 4,2% do PIB em 2025 e 3,5% em 2026. Entre as reformas prioritárias destacam-se o reforço da administração fiscal, a redução das isenções tributárias, a implementação eficaz do IVA, o combate à corrupção e o investimento em infraestruturas e energia.

O FMI elogiou o empenho das autoridades bissau-guineenses e sublinhou a importância de manter o ímpeto reformista para garantir a estabilidade macroeconómica e promover um crescimento inclusivo e sustentável no país.

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