O Conselheiro do Presidente da República, Óscar Barbosa “Cancan” demitiu-se por alegada coerência, defesa da Legalidade e expressa apoio à Direcção do MADEM-G15 coordenada por Braima Camará.
Na missiva endereçada ao chefe de Estado guineense, a qual e-Global teve acesso esta Segunda, 19 de Agosto, o antigo porta-voz do PAIGC, agora dirigente do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) refere que “duelo dentro da família MADEM-G15 vai ter custos incalculáveis para os que acreditavam na força e nos objectivos que defende para a sociedade guineense”, justificando que “era e é um porto seguro para muitos” como ele, que por problemas que viveram do seio do PAIGC, encontraram um espaço onde poderiam a dar a sua modesta contribuição ao serviço do país”.
“Sempre defendi a necessidade de se promover uma reunião dos órgãos estatutários do MADEM para cara-a-cara os problemas fossem colocados em cima da mesa e permitir assim não só debatê-los, como igualmente, encontrarmos sempre as soluções mais adequadas e consentâneas para salvar um projecto de crucial importância para a Guiné-Bissau”, lê-se.
O primeiro congresso extraordinário do grupo de militantes e dirigentes do MADEM-G15, paralelamente ao encontro dos membros do Conselho Nacional do Movimento para Alternância Democrática suscitou as exonerações no governo da iniciativa presidencial. Mas para o Conselheiro do Presidente da República “o congresso extraordinário não está em conformidade com os estatutos”.
“A realização do dito Congresso Extraordinário para além de não ter sido realizado em plena conformidade com os Estatutos, foi uma acção forçada e ditada por interesses alheios ao MADEM-G15, porque se os seus mentores estivessem absolutamente certos de terem ao seu lado uma maioria no seio dos órgãos estatutários nada obstava que as mesmas fossem convocadas, para mais tendo um suporte de uma subscrição com mais dos mil exigidos pelos Estatutos e na sequência delas todas as medidas correctivas poderiam ser tomadas, inclusive, a substituição do actual Coordenador Nacional, que seriam de per di actos legais e normais para a vida de qualquer força política”, disse.
Óscar Barbosa entende que a sua decisão, deve-se ao respeito pela legalidade, transparência, disciplina e assente naquilo que entende “por ética e moral”.
“Depois de cinco dezenas de anos de militância activa no PAIGC, foi o meu amigo e camarada Úmaro Sissoco Embaló, quem me chamou um dia, na presença de alguns camaradas e velhos companheiros de luta no seio do Partido Libertador, para me convidar, face aos problemas que enfrentava no seio desta grande e respeitável força política, a juntar-me ao MADEM-G15 onde se encontravam alguns dos meus verdadeiros amigos e parceiros políticos de longa data”, referiu.
“Perante esta chamada e pelas afinidades políticas e não só uni-me de força e coração ao MADEM-G15 e onde encontrei um espaço político consentâneo com a minha visão política e ideológica com a vantagem de ter como Coordenador Nacional um camarada a quem me une uma grande amizade de anos e com o qual tive a grande honra de ter participado no Congresso de Cacheu fazendo parte da sua equipa e cuja afinidade política se manteve e foi reforçada ao longo de todos estes anos”, concluiu.