O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu a nona e décima avaliações do programa de apoio à Guiné-Bissau, permitindo o desembolso imediato de cerca de 3,2 milhões de dólares.
Com este montante, o total de financiamento ao abrigo do programa de Facilidade de Crédito Alargado ascende a aproximadamente 50,8 milhões de dólares, destinados a apoiar a estabilidade económica, reduzir a dívida e promover o crescimento inclusivo.
Apesar de atrasos na implementação do programa, em parte devido à mudança de governo no final de 2025, o FMI destacou o compromisso das autoridades em retomar reformas e corrigir desvios. O organismo aprovou também a extensão do programa até dezembro de 2026, permitindo maior flexibilidade na execução das políticas económicas.
A economia do país registou um crescimento estimado de 5,5% em 2025, impulsionado pela forte produção de caju, enquanto a inflação desacelerou para 0,9%. Ainda assim, o défice orçamental manteve-se acima das metas previstas, refletindo receitas mais fracas e maiores encargos financeiros.
O FMI sublinhou a necessidade de consolidação orçamental, reforço da transparência e continuidade das reformas, especialmente nos setores financeiro e energético, considerados essenciais para garantir a sustentabilidade da dívida e estimular o investimento.
Apesar dos progressos, o Fundo alerta para riscos significativos, defendendo maior disciplina fiscal e avanços mais consistentes na governação e no ambiente de negócios.