Horta Inta-A, o General que liderou o Golpe de Estado na Guiné-Bissau que depôs o presidente Umaro Sissoko Embaló, terá já confirmado aos elementos do seu gabinete que pretende apresentar-se às próximas eleições presidenciais a realizar em 2026, de acordo com fontes ligadas ao Alto Comando Militar guineense.
Inta-A, militar de carreira e visto até ao Golpe de Estado como um dos mais próximos do ex-Presidente Embaló, pretende tornar pública esta decisão após a realização da próxima Cimeira da CEDEAO, a 14 de Dezembro, onde é esperado que sejam anunciadas sanções contra os autores da revolta militar. No entanto, foi confirmado que esta decisão já começou a ser transmitida aos parceiros regionais da Guiné-Bissau.
Face à pressão internacional e como forma de desmontar a tese do “auto-Golpe de Estado de Sissoko Embaló” o Alto Comando Militar, em coordenação com o novo Governo da Guiné-Bissau, estará mesmo a finalizar o plano de transição que culminará na realização de eleições gerais em Dezembro de 2026. Em cima da mesa de negociações com a CEDEAO para a concretização deste cenário estará a suavização das esperadas sanções internacionais e a continuação dos apoios financeiros para a Guiné-Bissau até à realização das eleições gerais.
Segundo o que foi apurado, com a decisão de se apresentar às urnas, Horta Inta-A, que até aqui não tinha demonstrado ambições políticas, pretende afirmar à Comunidade Internacional o seu compromisso pessoal com um período de transição curto e o regresso da Guiné-Bissau à ordem constitucional e ao poder na mão dos civis, sem sobressaltos ao desenvolvimento do país e sem limitações nos direitos e garantias de liberdade da população guineense.
Nas eleições presidenciais de 2026, Horta Inta-A deverá ter como adversário o presidente deposto Umaro Sissoko Embaló, o qual viu já ontem já formalizada a criação do movimento “Nô Ribanta Sissoco”, coordenado por Tanundé Keita, filho de Hadja Satu Camará, atual presidente do MADEM.