Guiné-Bissau: Intimidações políticas não impedem regresso anunciado de Marciano Indi

O deputado Marciano Indi denunciou esta quarta-feira, 29 de abril, ter recebido “avisos e recados” para não regressar à Guiné-Bissau, garantindo, contudo, que pretende voltar ao país num curto prazo.

Numa publicação na rede social Facebook, o parlamentar rejeitou qualquer hipótese de exílio, sublinhando que abandonar o país seria equivalente a renegar a sua identidade. “Fugir da Guiné-Bissau seria como negar a minha própria existência”, afirmou.

Indi sustenta que não tem razões para temer, defendendo que “quem cometeu crimes pode ter motivos para fugir, mas quem não deve, não teme”. Questiona ainda os fundamentos de eventuais pressões, sugerindo motivações políticas ligadas à liberdade de expressão e à pluralidade partidária.

As declarações surgem num contexto de crescente tensão política no país, marcado por acusações recorrentes de intimidação, restrições a figuras públicas e disputas entre diferentes atores institucionais. Nos últimos meses, organizações da sociedade civil e observadores têm alertado para sinais de fragilidade no funcionamento do Estado de Direito e para o aumento de incidentes envolvendo pressões sobre opositores e vozes críticas.

O deputado defende que a democracia guineense não pode tolerar perseguições baseadas em opiniões políticas, apelando ao respeito pelas leis e pelas garantias constitucionais. Reitera ainda que o seu regresso tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento nacional e para o reforço do diálogo político.

“A minha pátria é o meu lugar, e o diálogo é a minha única arma. Até breve, em solo pátrio”, concluiu.

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