A viabilidade do partido na forja que deveria ser constituído por figuras de proa dissidentes do MADEM-G15 está a ser posta em causa pela falta de adesão. O argumento mais ouvido para rejeitarem o convite é um suposto “abandono da vida política”.
As crispações entre o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló e o coordenador do MADEM-G15, abriram a possibilidade de consolidar-se a cisão no partido através da constituição de uma nova formação política, a “Plataforma Republicana”. Este novo partido seria constituído pela facção afecta ao Presidente da República que ainda permanece no MADEM-G15.
O fiel conselheiro de Umaro Sissoco Embaló, Soares Sambu, tem-se esquivado tacitamente de integrar a nova formação política, supostamente por pretender abandonar a vida política. Também, a carismática Satú Camará, após ter esgotado todos os esforços na reconciliação de Sissoco Embaló e Braima Camará, optou pela discrição e invisibilidade.
Também pouco motivado na criação e adesão à futura “Plataforma Republicana”, está Marciano Silva Barbeiro, que, à imagem de Satú Camará, tem tentado conciliar a partes em conflito no MADEM e sido a ponte entre Sissoco e Braima.
Sendo constituída a “Plataforma Republicana”, como uma versão presidencial do MADEM-G15, Fernando Delfim da Silva e Sandji Fati surgem como os favoritos para a liderança do partido. Sandji Fati vê a “Plataforma Republicana” como um bote salva-vidas da sua carreira política, devido a que as suas atribulações com o Coordenador MADEM vão resultar no seu expectável afastamento da Coordenação do partido no Sector Autónomo de Bissau (SAB).
Um dos mais entusiasmados no projecto da “Plataforma Republicana” é o actual Secretário de Estado da Ordem Pública, José Carlos Macedo. Um entusiasmo que dilatado quando o MADEM o afastou das funções de supervisor do partido para a província leste e será brevemente substituído das funções de Coordenador do partido em Gabú.
Qualquer interveniente nas contendas internas do MADEM-G15 sabe que uma cisão irá matematicamente dispersar votos, tornando realista a previsão, em tom de aviso, de Sissoco Embaló em como o único beneficiado da “guerra interna” será o PAIGC.