O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, assegurou que não existem entraves ao regresso à Guiné-Bissau do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.
Embaló, cujo mandato está formalmente concluído, mas que se mantém em funções até à posse do próximo chefe de Estado, declarou que “como cidadão, o presidente do PAIGC pode regressar ao país sem qualquer impedimento”. A afirmação surge num contexto político marcado pela expectativa em torno da participação de Domingos Simões Pereira nas próximas eleições e pelo debate sobre as garantias democráticas no processo eleitoral.
Durante a breve declaração à comunicação social, o chefe de Estado respondeu também a preocupações levantadas por cidadãos guineenses residentes na diáspora, sobre nomeadamente a morosidade dos processos nos serviços consulares do país. Sissoco Embaló reconheceu a situação e apelou à compreensão, garantindo que está a acompanhar o dossiê.
“O que peço é paciência. Já falei com responsáveis e vou apurar informações junto do novo embaixador”, afirmou, referindo-se ainda às dificuldades enfrentadas por comunidades guineenses na Mauritânia.
DSP confirma regresso
Em Lisboa, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira (DSP), reuniu-se no domingo, 14 de setembro, com a comunidade guineense residente em Portugal, ocasião em que confirmou o seu regresso à Guiné-Bissau para apresentar os eixos centrais da sua candidatura às eleições presidenciais de 23 de novembro.
Dirigindo-se à comunicação social, o líder político afirmou estar pronto para um novo confronto eleitoral com o atual chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, que apontou como principal adversário. De forma assertiva, afastou a ideia de que o Presidente em funções pudesse constituir um obstáculo ao seu regresso. “Sissoco Embaló não é e nunca foi uma pedra no meu sapato”, declarou, reforçando a sua determinação em disputar a Presidência da República.