O avião que aterrou no Aeroporto Militar de Figo Maduro, em Lisboa, a 14 de dezembro, transportando cerca de cinco milhões de euros em numerário, tinha estatuto de “voo de Estado”. Recorde-se que, inicialmente, a aeronave tinha sido classificada como “voo militar”.
O aparelho vinha de Bissau e transportava a mulher e o responsável pelo protocolo do ex-presidente deposto da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, derrubado por um golpe de Estado a 26 de novembro. Fontes da oposição no país africano levantam dúvidas sobre a legitimidade do golpe, sugerindo que poderá ter sido encenado.
Após a apreensão do dinheiro a bordo da aeronave, a Polícia Judiciária constituiu Dinísia Embaló como arguida e deteve Tito Gomes Fernandes, braço-direito do antigo presidente, por suspeitas de contrabando e branqueamento de capitais.
A classificação como voo diplomático permitiu à aeronave entrar em Portugal com prioridade, estando agora o caso sob investigação pelas autoridades portuguesas.