O jornalista da Rádio Capital FM, Carabulai Cassamá, conhecido como Alexandre, foi “brutalmente” agredido esta quarta-feira, 20 de Novembro, por agentes da polícia, quando garantia a cobertura jornalística da vigília dos estudantes da Escola Superior de Formação dos Professores (ESE), confirmou a redacção da Rádio Capital FM, um órgão de comunicação considerado como o “mais crítico e incomodo” ao poder na Guiné-Bissau.
“O jornalista encontra-se sob a observação dos médicos numa unidade hospitalar, em Bissau”, disse a Rádio Capital FM.
De acordo com o mesmo órgão de comunicação, “os policiais também apoderaram-se de um telemóvel e um gravador, que estavam na posse de Carabulai. Os agressores confiscaram ainda um tripé, que servia de suporte para a produção de imagens”.
A Rádio Capital FM por diversas vezes foi alvo de ataques perpetrados por homens armados que destruíram parte das suas instalações, espaçaram e ameaçaram jornalistas, tendo forçado a rádio a suspender temporariamente as suas emissões.
Através das redes sociais, Lassana Cassamá, fundador e CEO do Grupo Capital Midia, do qual faz parte a Rádio Capital FM, escreveu “Mais uma vítima do regime do “General do Exército”, Umaro Sissoco Embaló. Carabulai Cassamá (Alexandre), jornalista da Rádio Capital FM, foi brutalmente espancado hoje por agentes da Polícia (…). Carabulai Cassamá (Alexandre), por sinal filho de um oficial do exército, é a sexta vítima da agressão física contra o pessoal da CFM em 4 anos”.
Reagindo também à agressão de Carabulai Cassamá, o jornalista guineense Sabido Santos escreveu: “Não podemos continuar a ter um país, onde as instituições que deviam servir de protecção, tornam-se nos predadores da nossa existência”.