O Presidente cessante da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, destacou na Assembleia Geral da ONU o papel da organização “como a única mesa onde todas as nações têm um lugar e uma voz” em tempos de crises globais.
Na sua intervenção, alertou para o retrocesso nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, denunciou “desigualdades socioeconómicas, choques ambientais e conflitos persistentes” e lembrou que “o custo da dívida soberana dos países pobres aumenta, enquanto a ajuda ao desenvolvimento diminui”.
Embaló sublinhou a cooperação da CPLP com a ONU, realçando compromissos internacionais como o Acordo de Paris e a Conferência da ONU sobre o Oceano. Garantiu ainda que a Guiné-Bissau terá eleições presidenciais e legislativas a 23 de novembro, assegurando que serão “pacíficas, livres, transparentes e credíveis”.
Reiterou, por fim, o apelo ao fim do embargo contra Cuba e defendeu “uma ordem mundial assente nos princípios da Carta das Nações Unidas, no respeito pelo Direito Internacional e na coexistência pacífica”.