A IX Edição do Prémio Internacional UNESCO–Guiné Equatorial para a Investigação em Ciências da Vida realizou-se no Palácio de Conferências e Exposições de Sipopo, sob a presidência de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Presidente da República da Guiné Equatorial.
Durante a cerimónia, o chefe de Estado sublinhou a importância de fortalecer a ciência como instrumento essencial para melhorar a vida das populações, num evento que contou com delegações internacionais, membros do governo, do corpo diplomático e destacados cientistas e personalidades culturais.
Nesta edição, foram distinguidos três investigadores de renome internacional pelo seu contributo relevante para o avanço das Ciências da Vida. A professora Rose Gana Fomban Leke (Camarões) foi reconhecida pelos seus trabalhos em imunologia e parasitologia, destacando-se no combate à malária e na melhoria da vacinação infantil em África, tornando-se a primeira mulher africana a receber o prémio. O professor George Fu Gao (China) foi homenageado pelo seu trabalho pioneiro em virologia e resposta científica a pandemias, enquanto o professor Abderrezak Bouchama (Arábia Saudita) recebeu o prémio pelas investigações em medicina de emergência e resiliência humana em ambientes extremos. Cada galardoado recebeu 87.500 dólares, o diploma da UNESCO e a estatueta “Integração Tribal”, concebida pelo escultor equato-guineense Leandro Mbomio Nsue.
A cerimónia destacou ainda duas jovens cientistas africanas, Tegwinde Rebeca Compaore e Pearl Abu, selecionadas para a primeira edição do Programa de Bolsas UNESCO–Guiné Equatorial, iniciativa destinada a incentivar o percurso académico e científico de investigadoras emergentes no continente.
Criado em 2012 e financiado pela Guiné Equatorial, o prémio visa reconhecer investigadores, instituições ou grupos que contribuam de forma notável para o avanço científico na saúde humana, promovendo descobertas e inovações que reforçam a prevenção, o tratamento e a compreensão de doenças, bem como o acesso global a cuidados de saúde.