OMS alerta para riscos na saúde infantil e pede mais ação pela segurança do paciente em África

No âmbito do Dia Mundial da Segurança do Paciente, assinalado a 17 de setembro, o diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, Mohamed Janabi, destacou que a segurança dos doentes é um pilar essencial da Cobertura Sanitária Universal e um caminho decisivo para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. “Uma atenção segura, de qualidade e centrada nas pessoas é tanto um dever profissional como uma responsabilidade moral que toca cada vida, cada família e cada comunidade”, afirmou.

O tema escolhido para 2025 — “Atenção segura para cada recém-nascido e cada criança”, com o lema “Segurança do paciente desde o começo” — chama a atenção para a vulnerabilidade dos mais jovens, em especial em unidades de cuidados intensivos. Segundo a OMS, a má qualidade dos serviços de saúde representa cerca de 60% das mortes maternas e 56% das neonatais em países de baixo e médio rendimento. “Estas são vidas que podemos e devemos salvar”, frisou Janabi.

O responsável lembrou que 21 países africanos já aplicam políticas nacionais de qualidade e planos de ação para a segurança do paciente, incluindo medidas de prevenção e controlo de infeções. Contudo, sublinhou a necessidade de intensificar esforços para que cada paciente, em qualquer ponto de contacto com o sistema de saúde, receba cuidados seguros.

A OMS instou os Estados-membros da região a reforçar a consciencialização sobre os riscos na saúde pediátrica e neonatal, a mobilizar profissionais e organizações da sociedade civil em estratégias sustentáveis, a empoderar pais e cuidadores, e a investir em investigação e inovação. “Juntos, podemos fazer da segurança do paciente uma realidade desde o primeiro momento de vida”, concluiu Janabi, apelando à união em torno de um objetivo comum: que nenhuma criança sofra danos preveníveis na sua jornada de cuidados de saúde.

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