O procurador-adjunto Kong Chi foi condenado, no início desta semana, por um tribunal em Macau, a 17 anos de prisão por corrupção, num processo em que era acusado de ajudar pessoas a escapar à Justiça.
O Tribunal considerou Kong Chi culpado de dezenas de crimes de corrupção passiva para ato ilícito, abuso de poder, prevaricação e violação de segredo de justiça e decidiu ainda a perda a favor das autoridades de Macau de bens detidos pelo procurador-adjunto no valor de 14 milhões de patacas (1,6 milhões de euros), por considerar esse património “de origem desconhecida”.
A sentença refere que o procurador-adjunto ignorou provas, aconselhou pessoas sob investigação a mudar depoimentos, partilhou informação confidencial ou sob segredo de justiça, mesmo em casos atribuídos a outros procuradores.