Decorre, hoje, em todo o território nacional, a tomada de posse dos autarcas eleitos na votação realizada nos dias 11 de outubro e 10 de dezembro de 2023. A cerimónia de empossamento dos 65 presidentes das autarquias deve ser antecedida pela investidura das Assembleias Municipais, a ser dirigida pelos juízes-presidentes dos Tribunais Provinciais, no caso dos municípios das cidades capitais, e Distritais, no caso das restantes cidades e vilas autárquicas.
Dos 65 presidentes eleitos, o destaque vai para os presidentes dos Conselhos Municipais da Cidade de Maputo, Matola, Marracuene, Matola-Rio (província de Maputo); Marromeu (Sofala); Moatize (Tete); Gurué, Alto-Molócuè, Maganja da Costa, Milange (Zambézia); Angoche, Nampula, Nacala-Porto, Angoche (Nampula); e Cuamba (Niassa).
De referir que, em nove autarquias, o Conselho Constitucional (CC) alterou, sem quaisquer explicações, os resultados produzidos pelos órgãos eleitorais, sendo que, em quatro municípios, atribuiu a vitória à Renamo e nas restantes manteve a vitória da Frelimo, reduzindo apenas o número de mandatos. O CC anulou ainda, parcialmente, a eleição em três municípios e, na totalidade, numa autarquia.
Razaque Manhique (Cidade de Maputo), Júlio Parruque (Cidade da Matola), Shafee Sidat (Vila de Marracuene), Otílio Nunequele (Alto-Molócuè), Faruk Nuro (Nacala-Porto), Luís Giquira (Cidade de Nampula) e Luís Raimundo (Cuamba) são alguns dos edis contestados que, esta quarta-feira, tomam posse para um mandato de cinco anos, com duração até 6 de fevereiro de 2029.
A Renamo e algumas Organizações Não Governamentais contestam que alguns alguns presidentes chegam ao cargo através da imposição e não da escolha dos eleitores, uma vez que eleição foi considerada fraudulenta.
Aurélio Sambo – Correspondente