Na região de Mucojo, um Posto administrativo de Macomia, está em curso uma operação das Forças de Defesa e Segurança para expulsar grupos terroristas que fixaram bases em algumas aldeias, incluindo Quiterajo, abandonado há quase quatro anos.
Em algumas zonas do posto administrativo de Mucojo, onde os terroristas se estabeleceram, também vivem civis que ainda resistem abandonar mesmo depois do aviso das autoridades.
Contudo, o administrador de Macomia, Tomás Badae, disse aos jornalistas que apesar da operação em curso, o governo não tem informações de morte de civis e afirma que os que ainda se encontram em Mucojo são colaboradores de terroristas.
“Não temos essa informação de que existem civis que estão a morrer em Mucojo, estamos cá na vila e algumas pessoas têm aparecido e nunca nos falaram que existem civis que estão a morrer em Mucojo, não temos essa informação”, começou por explicar.
Tomás Badae, informou que tinha sido feita uma circular para avisar a população a abandonar a zona costeira de modo a permitir intervenção das Forças de Defesa e Segurança
“De princípio no mês passado nós tínhamos orientado toda população para se retirar para vila sede de Macomia porque as forças de defesa e segurança tinham pedido ao governo para informarmos a população pra se retirar para as forças de defesa e segurança realizar as suas actividades, a retirada dos terroristas, então aqueles que estão lá consideramos são colaboradores, fazem parte deste grupo terroristas, àquele que não quis colaborar com terroristas está cá na vila ou outros distritos seguros”.
Refira-se que desde fevereiro passado que os postos administrativos de Mucojo e Quiterajo estavam sob controle total dos terroristas. Foi a partir da mesma área onde desenharam esquema para assaltar a sede do distrito de Quissanga e a localidade de Quirimba no distrito de Ibo.