O líder da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), Venâncio Mondlane, anunciou o lançamento de uma campanha nacional para acabar com as mortes, perseguições e actos de violência dirigidos a membros do partido.
O comunicado foi feito à imprensa durante as celebrações do primeiro aniversário da formação política, realizadas na cidade de Quelimane. Mondlane confirmou nessa altura que, nos últimos 12 meses, 56 quadros da ANAMOLA perderam a vida na sequência de assassinatos violentos.
O dirigente criticou ainda a postura das autoridades em relação às detenções feitas sem motivos justificados, tendo dito que os seus apoiantes enfrentam prisões arbitrárias de forma recorrente.
Venâncio Mondlane exigiu uma resposta mais adequada do Governo e apelou a um diálogo nacional inclusivo que permita abordar os desafios políticos e sociais que o país enfrenta.
“O diálogo nacional inclusivo surgiu a partir de uma proposta que escrevi quando estava fora do país, apresentando uma série de pontos que visavam estabelecer uma plataforma de entendimento. Oferecemos essa alternativa, mas a implementação depende da aceitação das partes envolvidas”, lembrou, tendo sido citado pelo jornal “O País”.