Moçambique: Autor brasileiro participa na Feira do Livro de Maputo

O escritor e comunicador baiano Lucas de Matos, autor dos livros Preto Ozado e Antes que o mar silencie, participa na Feira do Livro de Maputo, em Moçambique, nos dias 16 e 17 de junho. A programação acontece no Instituto Guimarães Rosa (IGR) e contará com a presença do Coletivo Flipeba, que apresentará o projeto “Escrita Viajante e as Diversidades Culturais Diaspóricas”.

“É a minha primeira viagem internacional, e é simbólico que seja para o continente africano”, afirmou Matos, que participou em atividades literárias online com escritores angolanos e moçambicanos.

No dia 16, às 15h, o autor apresentará o livro Confissões de Viajante (Sem Grana), da escritora Manoela Ramos. Mais tarde, às 18h, participa no painel coletivo “Legado dos Festivais Literários — Conexão Bahia/Maputo”.

No dia 17, também às 15h, Matos estará no “Sarau Poético”, apresentando poemas dos seus próprios livros e de autoras moçambicanas, como Paulina Chiziane e Noémia de Sousa. O encontro será encerrado com a declamação de Festa O Pente, do agitador cultural Uran Rodrigues, que também acompanha a viagem.

Além de integrar a programação artística, Matos fará a cobertura e assessoria da escritora Manoela Ramos, uma das curadoras do Coletivo da Festa Literária de Boipeba. A proposta do coletivo é incentivar a leitura e a produção literária a partir de experiências de viagem relacionadas à diáspora africana.

“É uma alegria poder contribuir para a difusão de iniciativas literárias por meio da comunicação. Faremos uma cobertura com todos os detalhes dessa imersão”, disse o escritor.

O projeto conta com apoio do Governo da Bahia, por meio do Fundo de Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), além de parcerias com a plataforma Flotar, o Fundo Cicla, o Instituto Guimarães Rosa, a Embaixada do Brasil e a própria Feira do Livro de Maputo 2025, sob curadoria de Juci Reis.

Na nota divulgada à imprensa, a escrita de Lucas de Matos, especialmente no livro Antes que o mar silencie, é comparada ao próprio mar: “uma força e um movimento belo, pedagógico e ancestral que nos instiga tanto a boiar na calmaria quanto a mergulhar no agito das suas ondas-palavras”.

A obra é definida como “um chamado para atentar às questões de ser e estar, a partir de versos cheios de ousadia, consciência de si e letramento socioambiental”.

Ígor Lopes

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