Depois de, a 31 de maio do ano passado, ter submetido uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 23 deputados da Assembleia da República, o antigo porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, quer que a PGR abra um processo autónomo contra Hélder Injojo, primeiro vice-presidente da Assembleia da República, Gregório Gonçalves, membro do Comité de Verificação da Frelimo na província da Zambézia, e também contra o jornalista Salomão Moiane, por difamação.
Em declarações proferidas esta semana, Caifadine Manasse acusa os deputados do seu círculo eleitoral de terem ofendido a sua honra e o seu bom nome, tal como refere no documento apresentado na Procuradoria. No documento é referido que nem Hélder Injojo nem Gregório Gonçalves apresentaram provas das suas alegações. “O primeiro continuou a propalar situações que mancham o bom nome do participante e o segundo, usando meios processuais, constitui uma acusação e produziu uma decisão sem bases, nem provas, culminando na expulsão do participante do Comité Provincial da Zambézia”, avançou Manasse.
Já sobre o jornalista Salomão Moyana, o documento refere que “o senhor Salomão indicou com muita clareza que os seus argumentos eram direcionados ao participante, ao afirmar que foi um deputado da bancada parlamentar da Frelimo do círculo da Zambézia e que era alvo de um inquérito, referindo-se ao processo disciplinar”.
Este processo remonta a meados de 2023, quando 23 deputados do círculo eleitoral da Zambézia foram alvo de uma queixa-crime por injúria e difamação depois de terem acusado Caifadine Manasse de alegadamente estar implicado num quadro partidário de tráfico de drogas, a operar a partir do Porto de Macuse, na província da Zambézia.
Aurélio Sambo – Correspondente