O Comandante da Missão Militar da SADC destacada para a província de Cabo Delgado, Patrick Njabulo Dube, nega a existência de qualquer novo acordo para a manutenção de forças envolvidas no combate ao terrorismo, explicando que o grupo de soldados que ficar depois de 15 de Julho será devido aos equipamentos.
“A missão da (SAMIM) termina no dia 15 de Julho deste ano, temos que perceber que os contingentes que estão aqui na missão da (SAMIM), vieram com muito equipamento, então, como vieram com muito equipamento, eles não vão ter como retirar todo equipamento até 15 de Julho próximo. O caso de África do Sul ficar em Cabo Delgado, não há nenhuma cooperação bilateral, não existe nenhum acordo bilateral entre Moçambique e África do Sul. O acordo é muito claro, ao dizer que, dia 15 de Julho é a retirada, mas os contingentes que poderão não retirar o seu equipamento, então, haverá extensão até eles retirarem o equipamento”.
Patrick Njabulo Dube fez estas declarações recentemente na cidade de Pemba, em conferência de imprensa, onde afirmou que a SADC cumpriu o seu objectivo, embora com restrições financeiras.
“Quando viemos em Junho de 2021, os terroristas andavam de qualquer maneira a aterrorizar as populações e nós conseguimos estabilizar a situação de Cabo Delgado, mesmo vocês senhores jornalistas podem testemunhar isso, porque vocês agora vão lá nas zonas onde os terroristas atacavam, e fazem o vosso trabalho, e nós como (SAMIM) de alguma forma estabelecemos a paz na Província”.
O Comandante da SAMIM recomenda ao governo de Moçambique a trabalhar mais para estabelecer paz em Cabo Delgado, onde reconhece que ainda há terroristas.