A comitiva do candidato Venâncio Mondlane e a Polícia da República de Moçambique (PRM) passaram por um momento de tensão no final da campanha eleitoral na província de Manica.
Essa tensão escalou e resultou na abertura de um processo-crime por incitação à violência e campanha fora de horas, indica o “MMO Notícias”. No entanto, especialistas jurídicos questionam a legalidade da acusação.
A PRM já confirmou a existência de um processo-crime contra Mondlane, candidato presidencial apoiado pelo partido Otimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS). Acusa-o de incitação à violência após um incidente que envolveu um atropelamento de apoiantes da sua caravana.
O conflito terá começado quando um cidadão, que conduzia pela zona da caravana de Mondlane – que mobilizava inúmeras pessoas –, atropelou vários simpatizantes do candidato. Revoltados com o acidente, os apoiantes do PODEMOS atacaram o condutor, agredindo-o fisicamente. A polícia interveio a tempo de salvar a vida do homem, mas a sua viatura foi destruída pelos manifestantes.
De acordo com o chefe das Relações Públicas do comando provincial da PRM em Manica, Mouzinho Manasse, Venâncio Mondlane é responsabilizado pelo incidente, apesar de terem sido os seus apoiantes, e não o próprio, a avançar contra o condutor.