Foi, mais uma vez, através da sua agência de propaganda, Amaq News, que o Estado Islâmico reivindicou a morte de militares moçambicanos na sequência de um ataque à posição militar de Namabo, localizada no histórico posto administrativo de Chai, distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado.
A reivindicação, divulgada no mesmo dia em que Moçambique celebrava os 51 anos da Independência Nacional, sustenta que pelo menos cinco membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique foram mortos.
Residentes da vila-sede de Macomia já haviam relatado a ocorrência de confrontos entre as Forças Armadas de Defesa de Moçambique e os insurgentes entre os dias 22 e 23 de junho. A situação terá obrigado parte dos militares a abandonar a posição e a recuar para a vila de Macomia.
Desde a ocorrência do ataque, não houve qualquer reação oficial das autoridades moçambicanas.
Entretanto, sabe-se que, recentemente, o Presidente da República procedeu à nomeação de oficiais-generais e outras altas patentes dos sectores da Defesa e Segurança, abrangendo as Forças Armadas, a Polícia e o Serviço Nacional Penitenciário.