Moçambique: EUA reforçam alerta de viagem para que os seus cidadãos não viajem para províncias do norte

O Departamento de Estado dos Estados Unidos reforçou, no dia 21 de agosto, o alerta de viagem para Moçambique, recomendando que os cidadãos norte-americanos exerçam maior cautela no país devido a riscos relacionados com terrorismo, criminalidade, problemas de saúde e instabilidade.

O alerta mantém Moçambique no Nível 2 (Exercer maior cautela), mas classifica algumas zonas do norte do país no Nível 4 (Não viaje), como as que não se poder viajar pelos cidadãos norte-americanos

Entre as áreas consideradas de maior risco está toda a província de Cabo Delgado, onde o Departamento de Estado recomenda aos cidadãos norte-americanos que não viajem por qualquer motivo devido à ameaça de terrorismo. A mesma recomendação aplica-se à Reserva Especial do Niassa, dentro da província do Niassa, e aos distritos de Memba e Eráti, no norte da província de Nampula.

Segundo o alerta, grupos terroristas continuam activos no norte de Moçambique e podem atacar áreas públicas e destinos turísticos sem aviso prévio, havendo também possibilidade de tomada de reféns.

Os EUA alegam por exemplo que a cidade de Pemba, capital provincial, é considerada vulnerável devido à proximidade de grupos extremistas violentos e ao aumento da sofisticação das suas operações.

As autoridades norte-americanas alertam ainda que instalações turísticas de luxo em zonas remotas, incluindo alojamentos frequentados por caçadores internacionais de animais de grande porte, já foram alvo de terroristas. Na Reserva Especial do Niassa, neste caso, estes grupos também atacaram lodges de caça e feito reféns.

Já no norte da província de Nampula, o alerta identifica especificamente os distritos de Memba e Eráti como áreas onde os cidadãos norte-americanos não devem viajar.

Para além do terrorismo, governo de Washington alerta para a existência de criminalidade violenta, incluindo assaltos, enquanto pequenos furtos são considerados frequentes em locais turísticos.

O alerta também chama atenção para as limitações do sistema de saúde moçambicano. Segundo o Departamento de Estado, a infraestrutura sanitária é fraca, a disponibilidade de medicamentos é variável e muitas unidades podem não dispor de recursos e materiais básicos.

O Departamento de Estado alerta por outro lado que que se forma geral em Moçambique protestos não planeados podem ocorrer em diferentes partes e transformar-se rapidamente em confrontos violentos.

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