Um grupo de funcionários do Conselho Municipal da cidade de Nampula, suspensos desde 2023, manifestou-se nesta segunda-feira (20), junto ao edifício do Tribunal Administrativo provincial, onde submeteu um contencioso administrativo exigindo esclarecimentos enquanto exige a sua reintegração.
Os trabalhadores, que exerciam funções desde o mandato do antigo edil Paulo Vahanle, alegam ter sido afastados das suas actividades após a tomada de posse do actual presidente do município, Luís Giquira por alegada irregularidades administrativas.
Segundo os visados, a suspensão foi justificada com a necessidade de regularização das alegadas irregularidades, mas até hoje não foram fornecidos detalhes concretos nem prazos e não foi feita a sua reintegração.
“Estamos aqui para submeter um contencioso ao Tribunal Administrativo da Província de Nampula, pedindo a nossa reintegração como funcionários do conselho municipal. Fomos suspensos sem justa causa e sem qualquer explicação desde 2023”, queixou-se Dário Gonçalves, um dos manifestantes.
Os funcionários dizem que a situação tem provocado impactos negativos nas suas vidas pessoais e familiares, uma vez que muitos dependiam exclusivamente dos salários auferidos no município “Vivemos com grandes dificuldades, sem condições dignas de sobrevivência”, acrescentou outro visivelmente emocionado.
Por sua vez, o juiz presidente do Tribunal Administrativo da província de Nampula, Alexandre Manhiça, manteve encontro com os ex trabalhadores e explicou que a instituição já orientou a comissão representante dos funcionários sobre os procedimentos legais a seguir.
“A comissão foi esclarecida sobre as formalidades necessárias. Estamos disponíveis para prestar qualquer esclarecimento adicional através do vosso representante”, declarou, numa sessão também na presença da imprensa.
Assim sendo, o caso segue agora os trâmites legais, enquanto os trabalhadores aguardam por uma resposta formal que possa definir o seu futuro profissional. Refira-se que a suspensão feita pelo edil de Nampula, Luís Guiquira, tinha abrangido mais de 1400 trabalhadores.