O Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada (GCCCOT) identificou e desenterrou, recentemente, o corpo de uma vítima de rapto, ocorrido há um ano, na cidade de Maputo. Trata-se de um cidadão identificado por Munawar Ahmed Ali que foi raptado por desconhecidos, em plena luz do dia, a 03 de outubro de 2022, na Avenida Albert Lithuli, na capital moçambicana.
As investigações da GCCCOT, na data dos factos, concluíram que o cidadão de nacionalidade paquistanesa foi morto pelos raptores e enterrado no quintal da casa onde foi mantido em cativeiro, indica o comunicado.
“Feitas as diligências, foi possível identificar um corpo que se encontrava soterrado, e exames preliminares indicam características similares às da vítima”, indica o comunicado do GCCCOT. De acordo com o mesmo comunicado, está em curso uma perícia, no âmbito da antropologia forense, para o levantamento da identificação e realização de exames de ADN.
A instituição garante que, em conexão com o rapto e assassinato, o Ministério Público já instaurou processos-crime contra quatro indivíduos, um dos quais em prisão preventiva, e já foram emitidos mandados de captura dos outros três, dados como foragidos.
“Os arguidos em alusão estão indiciados da prática dos crimes de rapto, armas proibidas e associação criminosa, sendo que a vítima não mais retornou ao convívio familiar e que o grupo também é indiciado em outros crimes, da mesma natureza, em outros processos”, indica o documento.
Recorde-se que, desde 2011, uma onda de raptos tem assolado o país, afectando, sobretudo, empresários e seus familiares. As autoridades detiveram, desde janeiro de 2023, 38 pessoas envolvidas no crime de raptos, que registou um total 13 casos no mesmo período.
Aurélio Sambo – Correspondente