O Governador de Cabo Delgado teceu, no último sábado (17), duras críticas a alguns jornalistas por supostamente estarem a reportar informações tendenciosas para o mal da província e da populaçã face aos ataques terroristas que nos últimos dias assolam quatro distritos da região sul.
Valige Tauabo chegou de afirmar que pela forma como esses jornalistas narram as informações sobre o terrorismo em Cabo Delgado parece ter havido acordo e sintonia com os terroristas.
“Notamos que de vez em quando as vossas informações são de âmbito muito duvidoso, porque adiantam uma informação que parece que o jornalista está em sintonia com os terroristas” e que por isso começou por duvidar as informações veiculadas por tais profissionais de comunicação social.
Mais adiante, o governador de Cabo Delgado referiu que quando as Forças de Defesa e Segurança abortam acções terroristas estas não são destacadas pelos jornalistas, por isso pediu que se reporte o que dá valor a população e os que combatem o terrorismo.
“A população e as Forças de Defesa e Segurança, todos nós estamos empenhados a debelar está situação. Então os nossos queridos jornalistas levam-nos a querer que são formatados pelos terroristas, então vocês têm a informação que eles vão estar no tal sítio as tantas, antes de acontecer vocês já adiantam, porque sabem e reconhecem os valores deles e nem reconhecem os valores das nossas Forças de Defesa e Segurança”, desabafou.
Na sua indignação, o governador de Cabo Delgado criticou ainda os jornalistas pelo facto de não darem muito peso ao que é dado a conhecer pelas autoridades “Isso não fica bem, nós trabalhamos convosco e nada esta vedado para procurarem saber melhor, mesmo quando demos alguma informação fazem da vossa maneira jornalisticamente, mas, com um cunho de mal para a nossa província de Cabo Delgado”.
Refira-se que, nos últimos dias, os terroristas têm feito incursões nos distritos de Metuge, Macomia, Chiúre e Quissanga, neste último, na quinta-feira passada, chegaram a cobrar aos proprietários de uma mercadoria um valor de 150 mil meticais em troca de liberdade das quatro pessoas que viajavam com a respectiva mercadoria e que tinha como destino a sede daquele distrito.