Documentos desclassificados indicam que o Governo moçambicano já pagou a todos os bancos locais, no âmbito das “dívidas ocultas”.
A informação foi divulgada pela “AIM”, que indica que um grande conjunto de documentos anteriormente confidenciais relacionados com o caso das “dívidas ocultas” de Moçambique no Tribunal Superior de Londres foi divulgado nesta semana à imprensa e a organizações que seguiram o julgamento.
O mesmo julgamento analisa se essas garantias soberanas de Moçambique serão anuladas devido a subornos pagos a funcionários do governo e outras irregularidades graves no processo, e também se a empresa no centro do escândalo, o grupo Privinvest, com sede em Abu Dhabi, deveria pagar mais de três mil milhões de dólares norte-americanos em compensação a Moçambique.
Foi no dia 23 de janeiro que o juiz de primeira instância, Robin Knowles, decidiu que dezenas de documentos fossem disponibilizados. Neste sentido, pediu que os advogados de Moçambique, Peters & Peters, facilitassem esse processo.
O magistrado Knowles foi ainda quem registou o pedido da AIM para a divulgação de relatórios de peritos que tinham sido retidos pela Privinvest.
Lista de pagamentos do Governo a bancos locais:
Forfaitierungs do Atlântico: US$ 1.000.000
Banco Internacional de Moçambique (BIM): US$ 38.188.800
Banco Comercial e de Investimentos (BCI): US$ 15.840.000
Farallon Capital: US$m15.120.000
ICE Canyon: US$ 5.000.000
Moza Banco: 20.592.000 $00
Banco Unido para África (UBA): US$ 21.840.000
VR Global Partners: US$ 12.240.000
É igualmente referido que os credores internacionais foram pagos em dólares e os bancos moçambicanos receberam o seu pagamento em moeda local sob a forma de obrigações.