O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), entidade que gere e coordena o sector empresarial do Estado, instruiu os gestores da Fly Modern Ark (FMA) e da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) a apurarem os factos e a canalizarem imediatamente às autoridades as suspeitas de corrupção denunciadas na companhia aérea.
“Tendo em conta a gravidade das informações vindas a público, o IGEPE, representante do acionista-Estado na LAM e entidade que gere e coordena o sector empresarial do Estado, instruiu a FMA e a LAM a apurarem os factos e canalizarem imediatamente as suspeitas às autoridades competentes, tendo sido apresentada uma solicitação de investigação na Procuradoria da República da Cidade de Maputo”, indica um comunicado recebido, na qual o representante do acionista-Estado na LAM, entidade que gere e coordena o sector empresarial do Estado, mostra sua total indignação a volta da gestão da empresa.
No mesmo comunicado, o IGEPE reitera o seu compromisso com a lisura, transparência e legalidade na gestão de capitais públicos e manifesta a sua disponibilidade em colaborar com as investigações com vista ao apuramento da verdade.
A FMA, empresa contratada pelo Governo para ajudar na restauração financeira da LAM, denunciou há uma semana, em conferência de imprensa, a ocorrência de atos de corrupção, alguns dos quais relacionados com desvio de fundos, imóveis adquiridos a favor de terceiros, conta bancária constituída no exterior e POS detidos por pessoas estranhas à empresa.
Aurélio Sambo – Correspondente