A tese de que o jornalista e político Arlindo Chissale, desaparecido desde o dia 7 de janeiro, está morto, está a ganhar força em Moçambique.
Segundo testemunhas, a última vez que foi visto, Chissale teria sido forçando a descer de uma viatura, por agentes da Polícia da República de Moçambique, que o levaram à sua guarda, no cruzamento de Silva Macua, enquanto ele seguia de Pemba com destino à cidade de Nacala-Porto, na província de Nampula.
Agora, alguns órgãos de informação moçambicanos, como o jornal Ikweli, e também as redes sociais, reportam que Arlindo Chissale foi morto, conforme revelaram fontes familiares.
A Rede Moçambicana da Defesa dos Direitos Humanos informou, no passado dia 17 de janeiro, em comunicado, que Arlindo Chissale havia sido capturado por agentes da polícia numa viatura sem chapa de matrícula, na localidade de Silva Macua.
Arlindo Chissale, que deixa esposa e filhos, era um conhecido defensor dos direitos humanos e, além do jornalismo, nos últimos meses estava envolvido nas ações políticas de Venâncio Mondlane, após ter militado no partido RENAMO.
As autoridades policiais ainda não comentaram este caso, embora tenham afirmado que a família não remeteu nenhuma queixa a este órgão.