Os médicos em exercício na província de Cabo Delgado exigem do governo a melhoria das condições de trabalho e cumprimento das reivindicações levantadas durante a greve nos anos passados, sem deixar de destacar algumas melhorias alcançadas.
O Representante da Ordem dos Médicos em Cabo Delgado, Mussa Ali disse, na saudação ao governador, no dia 28 de Março, Dia do Médico moçambicano, que as preocupações em dia são o não pagamento de horas extraordinárias e falta de celeridade na mudança de carreira.
Os médicos consideram que a resolução destes e outras preocupações pode contribuir em grande parte para a melhoria das condições de trabalho e de prestação de serviços médicos de qualidade aos utentes.
Ciente das preocupações da classe médica, o governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, pede aos médicos o redobrar dos esforços para que quebrem a cadeia de transmissão de doenças transmissíveis no seio da população.
Tauabo quer igualmente que as as intervenções dos médicos tenham como prioridade as populações que vivem distantes das unidades sanitárias.
A província de Cabo Delgado tem apenas 149 médicos para uma densidade populacional de mais de três milhões de habitantes, o ideal para a Organização Mundial de Saúde (OMS) é de um médico para dez mil habitantes.