Quadros séniores e membros fundadores do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) ameaçaram dar entrada com uma providência cautelar em tribunal contra o líder do partido, Lutero Simango.
Os queixosos exigem o cumprimento escrupuloso dos estatutos internos, como a convocação do Conselho Nacional e do congresso ordinário.
Foi através de uma carta enviada à direção nacional, e citada pelo jornal “Domingo”, que os subscritores acusaram Simango de inoperância, tomadas de decisão de forma unipolar e violação dos prazos estatutários.
Também lembraram que a última reunião da comissão política ocorreu em março, sem que tenha sido cumprida a promessa de convocar o Conselho Nacional no prazo de 45 dias.
Os críticos denunciaram igualmente a ausência de prestação de contas referente aos fundos gastos nas últimas eleições gerais, a falta de planos de atividades e orçamentos aprovados, e a inação do secretariado-geral. Neste sentido, apelam à restauração do debate interno e do funcionamento democrático dos órgãos centrais do partido.