Moçambique: Ministério da Saúde desmente circulação de nova variante da Covid-19

O Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU) desmentiu, recentemente, os rumores sobre a circulação de uma nova variante da Covid-19, no país. Os rumores que se propagaram nas redes sociais desde o início desta semana tem alarmado a população, no momento em que o aumento do número de casos da doença, lotou o Centro de Saúde da Polana Caniço, anteriormente utilizado como centro de internamento de Covid-19.

Num comunicado oficial recebido esta quarta-feira, 10 de Janeiro, o MISAU esclareceu que, apesar de reconhecer a circulação do vírus SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, a situação no país encontra-se estável e com uma taxa de positividade abaixo de 10% desde o último trimestre de 2023. O MISAU executou um sistema de vigilância de síndrome gripal para monitorizar a tendência epidemiológica, a sazonalidade e a circulação de variantes.

O documento também destaca um aumento na positividade dos vírus da gripe, que passou de 12% para 20%, nas últimas duas semanas de dezembro. Perante este cenário, o MISAU reforça a recomendação de medidas preventivas.

Este esclarecimento surge no contexto de um alerta global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o risco de emergência de uma nova variante da Covid-19, potencialmente mais letal, instando os países a prepararem-se para diferentes cenários.

Apesar dos esclarecimentos do MISAU, persiste um clima de preocupação entre os cidadãos, reflexo das consequências da pandemia. O MISAU continua a monitorizar a situação, mantendo a população informada e alerta para quaisquer desenvolvimentos.

Numa publicação colocada a circular nas redes sociais é dito que “a nova variante do corona vírus variante XBB é diferente, mortal e difícil de detetar corretamente. Geralmente esta variante XBB é cinco vezes mais virulenta que a variante Delta e tem uma taxa de mortalidade maior que a anterior.”

Para reforçar o apelo à calma, na tarde de hoje, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, esclareceu que as mensagens postas a circular são falsas e antigas e só pretendem desinformar os cidadãos. “É fundamental que os meios de comunicação social sejam capazes de partilhar informações sobre a saúde mas que respeitem as fontes fidedignas dessas informações, em Moçambique a fonte é o Ministério da Saúde,” sublinhou o titular da pasta da Saúde.

Aurélio Sambo – Correspondente

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