Moçambique: Mondlane rompe com PODEMOS e acusa-o de “vender a luta do povo”

O assessor do antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane anunciou o fim da ligação política com o PODEMOS nesta terça-feira, 04 de fevereiro. Segundo Dinis Tivane, o ex-candidato acusa o partido em questão de “vender a luta do povo”.

“Como, para nós, nem tudo na vida é dinheiro e posições, em respeito à dor de milhares de moçambicanos que pagaram com o seu sangue, membros mutilados, sequestros, execuções sumárias e extrajudiciais ou ainda privação da liberdade, renunciamos a todos os direitos e prerrogativas a favor do partido PODEMOS”, pode ler-se num documento do auto-intitulado Gabinete do Presidente Eleito pelo Povo, assinado por Tivane.

O PODEMOS é acusado de atentar contra a vontade do povo ao avançar de forma apressada para a tomada de posse na Assembleia da República.

“Urge clarificar que a nossa luta política é, fundamentalmente, pela salvação de Moçambique, não estando em causa o alcance obsessivo de bens materiais ou qualquer vantagem financeira com base no martírio do povo”, refere ainda a mesma nota.

Nas eleições de 09 de outubro de 2024 o PODEMOS tornou-se o maior partido da oposição no país, com 43 assentos no atual Parlamento, tendo deixado assim em terceiro lugar a Renamo, que era a maior formação política da oposição desde as primeiras eleições multipartidárias, em 1994.

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