Paulo Vahanle, autarca cessante da cidade de Nampula, garante que o processo de transmissão do poder na edilidade será pacífico, mas pede para que não seja perseguido pela justiça após o seu mandato. Na tarde desta terça-feira, Paulo Vahanle convocou a imprensa para a residência protocolar, onde passou a última noite como edil, a fim de comunicar que decidiu, consultada a liderança da Renamo, entregar o município de forma pacífica.
“Neste momento pedimos aos órgãos da justiça que nos deixem em paz. Não vão atrás das fofocas, porque durante nosso mandato fomos chamados à justiça para responder esta e outra questão. Nós, como cidade de Nampula, fizemos de tudo para mostrar o nosso trabalho e, por isso, tivemos muitas realizações”, declarou o autarca.
Ainda que tenha decidido passar o poder a Luís Giquira e à Frelimo, Vahanle entende que esta decisão lhe custa porque a vontade eleitoral popular foi pontapeada.
Vahanle recordou a obra que deixa enquanto edil. “Por semana, eram três ou mais ruas que tínhamos que pavimentar. Então aquela inquietação do adversário marcou-nos bastante. Nós como conselho municipal estávamos a conseguir gerir melhor os fundos que estavam a ser aplicados de acordo com a vontade dos munícipes. Isto preocupava o nosso adversário, que ficaram com receio que a cidade de Nampula, mais um mandato, ficaria com outro visual”, vincou.
Na mesma ocasião, o presidente cessante confessou que deixa o executivo da edilidade sem dívidas para o seu sucessor. “A cidade de Nampula e a governação de Vahanle não deixam dívidas, somente deixam atividades que devem dar continuidade, como é o caso da estrada de Marrere”.
Vahanle conclui que “deixa tudo preparado” para que Giquira, novo edil eleito, se dê bem já que “vai encontrar tudo feito”.
Aurélio Sambo – Correspondente